Análise de
Saints Row: The Third
Se a primeira coisa que um jogo de videogame deve trazer é
diversão, a beleza de “Saints Row” é justamente não tentar ser mais do que uma
divertidíssima experiência. Enganam-se quem pensa se tratar de um clone de
“GTA”, pois o balanceamento da ação desenfreada e tresloucada de The Third faz
esse título se sustentar por seus próprios méritos – ainda que uma a combinação
básica de dirigir carros roubados por um mundo aberto e passear com armas pela
cidade esteja presente.
A trama delinquente começa com um assalto a banco
aparentemente clichê, mas a coisa desanda logo em seguida: derrubar
helicópteros e saltar de um avião em pleno voo são algumas das ações absurdas e
divertidas das primeiras missões. Enquanto isso, o personagem principal troca
diálogos divertidos que nunca se levam muito a sério, mas que também não
exageram no pastelão – e garantem assim um ritmo que arranca boas gargalhadas.
E justamente no meio de toda esta confusão é que o jogador precisa customizar a
aparência do personagem principal. Uma loucura.
Durante a festa de lançamento do jogo aqui no Brasil,
observei que os jogadores que experimentavam o modo de criação de personagens
pela primeira vez queriam assistir ao desfecho da cena em vez de montar o
avatar. Resultado: acabavam fazendo tudo de forma rápida e sem capricho. Isso,
claro, resultava em personagens engraçados, geralmente nus e de proporção
exagerada, o que gerava risadas na hora da interação em tempo real.
Após um tempo de jogatina, porém, esta interação do
personagem customizado em relação ao mundo se mostra mais interessante, já que
roupas e acessórios diferenciam o personagem não só na aparência e nas
cutscenes, mas em pontos extras adquiridos com estilo dos trajes. Essas ações
incentivam o jogador a experimentar uma vasta gama de customizações, em que é
possível até recriar o personagem do zero, com a possibilidade de alterar desde
o sexo até a voz, que varia entre sotaques masculinos, femininos e (acredite!)
roncos de zumbi.
As missões, mapas, upgrades e outras opções são acessadas
pelo telefone do personagem principal do jogo – e os objetivos dificilmente se
repetem ao longo de toda a campanha. Esta grande variedade garante a diversão
por recompensar constantemente o jogador em praticamente tudo o que é
realizado, seja simplesmente por jogar, ganhar território, realizar upgrades do
personagem, capotar o carro com estilo ou atirar no órgão genital dos inimigos.
Existem ações que liberam novas customizações de armas, habilidades, membros da
gangue, motos, aviões, helicópteros e tanques.
Capricho no Design
Os gráficos, apesar de estilizados, são bastante realistas.
Mas aqui a diversão é colocada em primeiro lugar, mesmo que não seja plausível
no mundo real. É o que acontece na missão em que eles colocam um tigre bravo no
banco do passageiro: ele só se acalma com muita velocidade. Você precisa correr
muito e não causar acidentes. Você acaba aprendendo de forma extrema a
possibilidade de pisar fundo com seu carro pela cidade sem colidir com outros
carros.
Essa é uma das muitas missões que encoraja o jogador a se
arriscar e experimentar para, a partir disso, recompensá-lo de forma criativa
enquanto ensina novas formas de causar o caos.
A trilha sonora é formada por diversas músicas licenciadas
de altíssima qualidade e é possível selecionar algumas e criar sua própria
trilha sonora para escutar em qualquer lugar do jogo, mesmo fora do veículo.
Existem diversos modos multiplayer, com destaque para a Horda, dividida por
fases com diferentes configurações de inimigos, armas e tamanhos de personagens,
que garante o replay.
A campanha inteira também pode ser jogada cooperativamente e
isso inclui algumas missões inéditas. No entanto, fica perceptível a todo o
momento que o jogo não foi criado para ser desfrutado desta maneira. Mesmo com
toda a diversão que ele poderia proporcionar com esta cooperação, é no modo
single-player com um amigo do lado que a diversão está garantida.
Fonte: MSN,
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